Como ensinar sobre Deus se eu não O conheço

Hoje no escotismo vemos uma falta grande no método escoteiro, problema em um dos pilares, os deveres para com Deus. Parte essencial e necessária para a eficácia do trabalho no escotismo. Então como ensinar sobre algo que eu não vivo ou conheço?

Alguns dizem que não é necessário acreditar em Deus ou pertencer a uma religião para poder ser um bom escoteiro, basta fazer o que é culturalmente certo, que já basta. É ajudar ao próximo que se cumpre o dever para com Deus. Muitos citam seus próprios exemplos de vida e dizem que é o mais correto.

Em uma análise comum e medíocre podemos dizer que esta maneira está correta, mas o escotismo é uma ferramenta complexa e eficaz desde que devidamente aplicada.

Para começarmos a falar sobre isso vejamos o que Baden-Powell nos traz:

"Nenhum homem é muito bom, se ele acredita em Deus e obedece a Sua lei. Assim, cada escoteiro deve ter uma religião.... A religião é uma coisa muito simples: Primeiro: Amar e servir a Deus Segunda: o amor e serviço ao Próximo” (Scouting for Boys)

Podemos então analisar o texto que se segue de forma clara e fácil que nosso fundador, como um bom cristão sabe a importância da religião na formação do caráter dos nossos jovens.

Baden-Powell já naquela época se deparava com afirmações que hoje são tidas como verdadeiras para várias vertentes do escotismo, os ateus que desejam impor suas verdades, olha o que BP falava:

"... Os ateus afirmam que uma religião é aprendida de livros escritos por homens e isso não pode ser uma verdade. Mas eles parecem não ver além dos livros impressos ... Deus tem nos dado o grande livro da natureza para ler, e eles não podem dizer que há mentira lá - os fatos estão perante eles ... Eu não

Estudos sugerem a Natureza como uma forma de adoração ou como um substituto para religião, mas defendo o entendimento da Natureza como um passo, para se ter uma religião.”

Lendo esta parte do Rovering to Sucess (Caminhos para o sucesso) podemos notar que Baden-Powell tem tudo da forma correta, sendo o mundo e tudo que o cerca como obra e propriedade de Deus e mais uma vez afirma a necessidade de uma religião.

Nós escoteiros tradicionais acreditamos também na importância da religião e compreendemos nosso papel de complementar os ensinamentos dados por esta.

Religião é o ato de religar a Deus, é a busca do perfeito, é a orientação mais correta e sublime, é a forma social e terrena de ser orientado rumo certo e perfeito. Então devemos compreender e auxiliar o trabalho de Deus.

Então se queremos cumprir o papel do escotismo temos que primeiro vivenciar o que ele proporciona e não ficar com desculpas e filosofias errôneas. Os que dizem praticar o escotismo sem estimular e complementar a religião dos seus membros, não pratica o escotismo.

Apocalipse 3:15-16 “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.”

Ou somos ou não somos escoteiros.

Paradigmas escoteiros

Antes de entrarmos no tema escoteiro temos que entender o que são e como surgem os paradigmas por isso assistam o vídeo abaixo primeiro.



Vimos ai como a repetição de ações sem entender os porquês acontece e como reproduzimos muitas coisas no nosso dia a dia. Muito disso é culpa dos lideres que não estimulam o pensamento crítico.

Hoje muitas associações escoteiras, principalmente a mais antiga, vivem em um sistema que veio sendo modificado e vivido sem ter uma essência forte. Práticas errôneas virando normas e condutas. Formação limitada sem muito acesso ao conhecimento puro.

Falo isso por ter sentido isso na pele, cursos que ensinavam práticas que nada tem haver com o escotismo original como o famoso sistema de progressão no lugar do plano de etapas. Pessoas distorcendo as palavras originais de BP para respaldar suas incompetências. Veja o livro escotismo para rapazes vendido hoje no Brasil e o original de 1908, desde a capa até o conteúdo muito modificado e mutilado.

Vamos a mais alguns pontos:

O uniforme, durante vários anos se lutou contra o uniforme tradicional, com desculpas e informações erradas conseguiram abrir para o traje e agora nem isso usa mais. Os dirigentes preferem se apresentar de calça jeans surrada e camiseta que estar bem uniformizado. Utilizam o que B.P disse de uma forma distorcida. Vejamos o que ele falou:

Já disse até agora: "Eu não me importo se um escoteiro qualquer usa uniforme ou não, quanto tempo o seu coração está trabalhando a lei escoteira." Mas a verdade é que não há praticamente um escoteiro que não usa uniforme. The Scouter 1913

Outro ponto bem controverso são as etapas de classe, as quais foram tiradas do dia a dia do escoteiro sem nem sequer perguntar a quem aplica. Você que tem mais de 10 anos de escotismo foi escutado quanto a isto, tenho certeza que não. Hoje as pessoas ficam tentando fazer o melhor com aquilo que aprenderam indo contra as determinações superiores da associação se mostrando assim que não são dignos de confiança. No pensamento de BP especialidade era para ser após a segunda classe. Veja o que ele diz:

“Um jovem geralmente não assimila o valor do treinamento escoteiro até que se torne um Escoteiro de primeira classe. A segunda classe é só um passo para aquela posição. Mas é um fato lamentável que muitos deles estejam contentes em permanecer como Escoteiros de segunda classe, uma vez que ganharam alguns distintivos de eficiência. É por essa razão principalmente que o Cordão de Eficiência (All Round Cords) agora só é alcançável pelos Escoteiros de primeira classe. Essa alteração foi bem vinda pelos Chefes Escoteiros como um incentivo aos rapazes que querem continuar progredindo no treinamento deles.” The Scouter 1914

Podíamos listar uma centena de coisas que se mudaram pela prática sem estudo do escotismo. O que não admitimos mais são algumas pessoas se auto-intitularem escoteiras e ficarem fazendo algo que não é o escotismo e ainda por cima falando que outras que praticam não são escoteiras só porque não membros de uma associação qualquer.

Pense

O que você está fazendo é escotismo?

Desafio em ler os originais e responder.

SER ESCOTEIRO

Hoje essa frase falou muito comigo, SER ESCOTEIRO. Alguns devem estar se perguntando, mas isso não vem sendo dito a você por vários anos? Respondo que sim, mas hoje por algumas circunstâncias que falarei ao final, essa frase martelou muito a minha mente e resolvi discorrer algumas palavras.
SER ESCOTEIRO é ser primeiramente digno de confiança, ou seja, pessoas que podemos confiar pelo que elas são o pelo que elas representam. Nós escoteiros representamos alguém que se pode confiar, a coletividade sabe que quando se pede auxílio a um escoteiro em uma missão correta e nobre pode contar com ele.
NÃO SER ESCOTEIRO é não estar pronto para ser alguém que se possa confiar, é negar um simples auxílio de falar sobre o escotismo ou indicar outro escoteiro para que faça um trabalho que lhe foi apresentado. Os pseudo escoteiros se fantasiam e se colocam a frente e quando se precisa dele nunca pode, já viram seus chefes com diversas desculpas para um jovem? As desculpas enfraquecem o caráter. É aumentar histórias só para ficar em evidência, diminuindo o trabalho dos outros, chegando até a mentir para conseguir um objetivo.
SER ESCOTEIRO é ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião ou como BP colocava, não importando o que custe. É se colocar a disposição sem medir esforços, sem ter retorno financeiro e muitas vezes contra a própria vontade comodista que nos cerca.
NÃO SER ESCOTEIRO é se colocar em uma zona de conforto e nada fazer para que os outros possam alcançar. É ficar como os neoescoteiros que só saem de casa para realizar seus desejos pessoais, nunca ir contra a comodidade. Não fazer algo para ajudar o próximo porque não vai trazer retorno financeiro nem de ego, muito menos para meu grupo escoteiro diretamente. É não fazer nada só porque posso passar do lado sem ser identificado como escoteiro.
SER ESCOTEIRO é se espelhar em pessoas boas seguindo-as e olhar as pessoas ditas ruins e conseguir tirar algo de bom. É fazer como o Fundador do Escotismo que se preocupou até os últimos dias com suas saúde e com a imagem que este passava aos jovens em todos os momentos de sua vida.
Exemplo a ser seguido
NÃO SER ESCOTEIRO é ser uma pessoa fisicamente fraca, neste caso, a fraqueza pode ser demonstrada na obesidade sem motivos de saúde, no desleixo com seu visual, cabelo roupas e tudo mais. É ser um usuário de substâncias nocivas ao corpo, como fumo álcool e outras drogas e dizer que sabe que é ruim e não consegue se livrar. Isso é fraqueza, é comodidade não escoteira.
SER ESCOTEIRO é ser um bom exemplo e mostrar que procurar ser o melhor que pode em tudo que faz, não desistir e demonstrar que pode identificar e corrigir seus erros, nunca mais repetindo-os. É mostrar que é humano, mas tem desejos de super herói.
NÃO SER ESCOTEIRO é tentar ser de forma diferente frente aos jovens, não deixando transparecer o que realmente é. É orientar os jovens a fazer algo que você mesmo nunca poderia fazer. É ser alguém que diz que campo é para criança, pois seu interior é de um velho derrotado.
Faça uma analise de seus chefes escoteiros, indaguem porque eles estão obesos, porque nunca acompanham as tropas lado a lado. Preste atenção no palavreado, se ele só sabe usar palavras de baixo calão e nunca consegue elogiar os feitos dos jovens.
Exemplos que estão sendo seguidos

Veja se ele usa drogas, Álcool, fumo e outros, lembre-se eles são os exemplos que serão seguidos, de nada adianta um belo discurso se a postura não for condizente.
Os adultos no escotismo são responsáveis pela fraqueza de nosso movimento escoteiro, presidentes de associação que não são exemplos para suas próprias famílias. Que dizem defender o escotismo sentado atrás de mesas de vidro, indo ao campo só para vistoriar a quantidade de jovens para contabilizar os lucros.
Como defender um movimento jovem com velhos de espírito a frente, sabemos que existem velhos de idade e jovens de espírito podem fazer a diferença. Pegue o currículo de seu líder escoteiro e analise se vale a pena seguir.
Siga o que achar melhor e seja o melhor escoteiro que pode.

PS. Falei que iria dizer o porque, mas agora não importa, o que importa é que você analise aqueles que se dizem escoteiros e não são.

Atitudes não escoteiras


Na última década vimos algumas pessoas que se dizem escoteiras mostrarem através de seus atos que não são. Pessoas de renome, legalmente impedidas de exercer funções escoteiras sendo ovacionadas por seus atos discriminatórios, imorais e até alguns atos ilegais.
Atitudes estas que estão colocando em “check” uma coisa maior que é o movimento escoteiro, o qual se tornou referencia em todos os países do mundo e no Brasil se tornou uma piada.
Vemos estes pseudo-escoteiros, pois o verdadeiro escoteiro não é aquele que tem carteirinha escoteira (até Jô Soares tem uma), o verdadeiro escoteiro segue as leis como todo cidadão, mas que também se coloca abaixo de um código de conduta que chamamos de Lei escoteira. Pois então, os pseudo-escoteiros estão ai se declarando os únicos. UNICOS EM QUE?
Únicos que podem representar o escotismo no Brasil, em parte tá certo, são os únicos que a sua associação mundial, por falta de conhecimento dos fatos, permite que estejam filiados a eles.
Mas o que quer dizer isto na prática?
Nada, porque estamos em um país onde posso me associar a quem desejar, não serei obrigado a fazer nada senão em virtude da lei. Mas eles se acham a LEI, baixam decretos soberanos, mandam em vidas, destroem outras.Quando falo em destruição de vidas me lembro do Saudoso Chefe Lopes, que após uma ação imoral, ilegal e nem de perto escoteira, tiraram a vontade de viver de um chefe que tempos depois pelo agravamento de sua doença morreu.
São pseudo-escoteiros, pois seus atos mostram, vendo no INPI vemos que estes procuraram de alguma foram minar o crescimento de um dos maiores movimentos jovens Cristãos do Brasil, tentando registrar a sua denominação.
Subjugam o conhecimento dos mais humildes, com ataques pessoais, eu mesmo sofri um ataque deste com calunias e difamações, feitas junto aos meus chefes.
O que eles relutam em saber é que o escotismo é uma idéia e as idéias não podem ter donos.
O escotismo é um meio, não um fim. Não é o que se faz ou o que se usa é uma filosofia de vida.
Vamos lutar e vamos seguir em frente porque contra ações não há argumentos.
Se você se sente reprimido, oprimido, tolhido em seus direitos procure sua forma de se defender, se quiser se unir a nós estamos aqui e juntos vamos fazer o escotismo mais forte.

Sobre os artigos militares no uniforme escoteiro.


Existe uma grande vontade dos jovens usarem aquilo que lembra os militares, principalmente os de elite. Em todos os lugares do Brasil sempre nos deparamos com pessoas nas ruas com peças do vestuário militar e os escoteiros em atividades sempre aparecem com uma gama imensa de artigos militares.
A princípio isso pode ser interpretado como prejudicial, porque o escotismo não é quartel. Em parte eu concordo, pois não devemos transformar o grupo escoteiro em quartel, com suas práticas não salutares, como exercícios físicos forçados e outras coisas que nos são bem claras.
Mas como não estamos falando em práticas, pois estas não dependem de uniforme e equipamento, pois vemos grupos de Neoescoteiros com práticas mais militares que as forças mais rígidas, com trotes e ações que são imorais e ilegais.
Vamos nos ater ao tema central que são os equipamentos militares. Alguns citam a legalidade do uso se embasando em uma interpretação errada dos regulamentos militares.
Vamos a um exemplo com o Regulamento de Uniforme do Exercito:
Art. 4º Os uniformes de que trata o presente Regulamento constituem privilégio absoluto do Exército, sendo privativos da Força na cor cinza, nas tonalidades clara e escura, na cor verde-oliva e na padronagem camuflada em suas específicas tonalidade e saturação.
§ 1º É expressamente proibido o uso de uniformes e peças complementares por pessoas não autorizadas.
§ 2º Cabe ao Comando Militar de Área ou de Guarnição exercer ação fiscalizadora junto a estabelecimentos de ensino, corporações, empresas e organizações, de qualquer natureza, que usam uniformes, de modo a não permitir que esses possam ser confundidos com os previstos neste Regulamento.
§ 3º É expressamente proibido o uso, por qualquer pessoa, de peças de uniformes junto com trajes civis.

Primeiramente o regulamento de uniforme é do ministro para seus subordinados e a lei é correta quando define a privação de cores nos uniformes. Pois isso evita que se confunda os seus utilizadores.
Segundo o uniforme se entende como uniforme o conjunto de peças essenciais de uma vestimenta padronizada, a fim de não confundir como está expresso no parágrafo 2.
O Parágrafo 3 diz que não se pode usar peças dos uniformes com trajes civis, mas as pessoas que estão submetidas a este regulamento são os pertencentes às forças reguladas por ele ou seja: EB, FAB e MB. Entramos neste caso na aplicação deste na vida civil, a qual não tem efeito nenhum desde que não interfira na segurança, bom andamento do serviço militar e nem a ordem pública.
Temos que tomar cuidado então para que nossos jovens não usem fardas completas das forças militares, mas nada impede que utilizemos artigos que nos são úteis como calçados, cintos e coberturas. Evitando sempre sermos confundidos com membros das forças armadas.
Temos uma grande vantagem, pois nós escoteiros tradicionais já temos um uniforme que não deixa nada a dever aos uniformes das forças armadas, pois a tecnologia e a funcionabilidade destes, ele já possui. Podemos melhorar com calçados e equipamentos como cintos e bolsas.
Então vamos nos inspirar nos militares como sempre fizemos e vamos fazer do nosso modo escoteiro e tradicional.

PROGRAMA PIONEIRO NAS AMÉRICAS


O escotismo é um movimento educacional com mais de 100 anos, é o movimento de jovens que está em maior número de países no mundo, não discrimina credo, cor ou classe social e durante este tempo colaborou com a formação de milhares de pessoas e diversos lideres mundiais como todos os Príncipes Ingleses, Bill Gates, José Alencar, Barack Obama e Itamar Franco.
Acreditando neste potencial a Policia Militar do Distrito Federal adotou essa ferramenta, o ESCOTISMO, a fim de cumprir sua missão de manutenção da ordem pública, através da formação de cidadãos proativos em suas comunidades, empregos e família.
A Polícia Militar do Distrito Federal hoje possui o PROGRAMA JUVENTUDE SEMPRE ALERTA o qual desenvolve ações de cidadania, educação, ecologia e segurança junto a jovens da comunidade brasiliense e visando a ampliação desse programa foi realizado o I CURSO DE FORMAÇÃO DE POLICIAL ESCOTISTA, onde 20 policiais militares selecionados passaram mais de 30 dias vivenciando o escotismo e aprendendo as minúcias desse tão eficaz método.
Agora com a formação destes a DIVISÃO DE PROGRAMAS E AÇÕES SOCIAIS da PMDF poderá ampliar o atendimento em outras áreas do DF.
O PROGRAMA JUVENTUDE SEMPRE ALERTA, é o primeiro programa desenvolvido por uma Corporação Policial e uma Associação de Escoteiros (FEDERAÇÃO DOS ESCOTEIROS TRADICIONAIS) nas Américas a utilizar o escotismo como método educacional , que visa levar aos jovens, através do escotismo, formação completa de cidadania, ecologia e liderança. Os jovens podem ingressar no Programa à partir dos 7 anos de idade ficando como escoteiros  até os 23 anos, momento que termina o programa para jovens, mas não para por ai, eles podem continuar colaborando com o programa, pois o mesmo prevê a participação de voluntários da comunidade com ou sem experiência escoteira. Para estes são dados diversos cursos e palestras visando formá-los para tal.
O Grupo Escoteiro Piloto funciona na cidade do Recanto das Emas, na quadra 508, no centro comunitário. As atividades escoteiras no local contribuíram com a melhoria da segurança, reduzindo o índice de acionamentos e o aumento do envolvimento da comunidade em ações sociais de educação.
Agora, com a formatura dos novos 19 Policiais e 1 Integrante do Exercito Brasileiro, a PMDF deseja criar grupos já no inicio do ano de 2011 nas cidades de Ceilândia, Samambaia, Plano Piloto e Planaltina, elevando com isso o numero de 100 famílias para mais de 700. E nos próximos 5 anos para todo o DF.
A formatura realizou-se-á dia 27 de novembro de 2010 às 10 horas da manhã, no Taguapark, próximo a administração do parque e contaou com a presença de escoteiros de todo o DF, bem como autoridades que colaboram com essa inovadora e secular empreitada.
www.escoteirotradicional.org  e www.escoteiropmdf.blogspot.com

O que não pode ser registrado.

Cópia Ipsis litteris do site e-marcas especializado em registro de marcas e patentes.

Veja o que não pode ser registrado


Apesar do desejo de nossos clientes e da necessidade muitas vezes vital para seus negócios, algumas coisas não podem ser registradas, por uma questão legal, simplesmente não há proteção legal para algumas coisas.

Abaixo seguem trechos das legislações pertinentes que evidenciam aquilo que NÃO PODE SER PROTEGIDO, sugerimos uma leitura atenta ao conteúdo para maiores esclarecimentos (os textos são bem longos):

NÃO PODE SER REGISTRADO COMO MARCA:

LEI N. 9.279 DE 14 DE MAIO DE 1996 - Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial.

Art. 124 - Não são registráveis como marca:


I - brasão, armas, medalha, bandeira, emblema, distintivo e monumento oficiais, públicos, nacionais, estrangeiros ou internacionais, bem como a respectiva designação, figura ou imitação;

II - letra, algarismo e data, isoladamente, salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva;

III - expressão, figura, desenho ou qualquer outro sinal contrário à moral e aos bons costumes ou que ofenda a honra ou imagem de pessoas ou atente contra liberdade de consciência, crença, culto religioso ou idéia e sentimento dignos de respeito e veneração;

IV - designação ou sigla de entidade ou órgão público, quando não requerido o registro pela própria entidade ou órgão público;

V - reprodução ou imitação de elemento característico ou diferenciador de título de estabelecimento ou nome de empresa de terceiros, suscetível de causar confusão ou associação com estes sinais distintivos;

VI - sinal de caráter genérico, necessário, comum, vulgar ou simplesmente descritivo, quando tiver relação com o produto ou serviço a distinguir, ou aquele empregado comumente para designar uma característica do produto ou serviço , quanto à natureza, nacionalidade, peso, valor, qualidade e época de produção ou de prestação do serviço, salvo quando revestidos de suficiente forma distintiva;

VII - sinal ou expressão empregada apenas como meio de propaganda;

VIII - cores e suas denominações , salvo se dispostas ou combinadas de modo peculiar e distintivo;

IX - indicação geográfica, sua imitação suscetível de causar confusão ou sinal que possa falsamente induzir indicação geográfica;

X - sinal que induza a falsa indicação quanto à origem, procedência, natureza, qualidade ou utilidade do produto ou serviço a que a marca se destina;

XI - reprodução ou imitação de cunho oficial, regularmente adotada para garantia de padrão de qualquer gênero ou natureza;

XII - reprodução ou imitação de sinal que tenha sido registrado como marca coletiva ou de certificação por terceiro, observado o disposto no Art. 154;

XIII - nome, prêmio ou símbolo de evento esportivo, Artístico, cultural, social, político, econômico ou técnico, oficial ou oficialmente reconhecido, bem como a imitação suscetível de criar confusão , salvo quando autorizados pela autoridade competente ou entidade promotora do evento;

XIV - reprodução ou imitação de título, apólice, moeda e cédula da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios, dos Municípios, ou de país;

XV - nome civil ou sua assinatura, nome de família ou patronímico e imagem de terceiros, salvo com consentimento do titular, herdeiros ou sucessores;

XVI - pseudônimo ou apelido notoriamente conhecidos, nome Artístico singular ou coletivo, salvo com consentimento do titular, herdeiros ou sucessores;

XVII - obra literária, Artística ou científica, assim como os títulos que estejam protegidos pelo direito autoral e sejam suscetíveis de causar confusão ou associação, salvo com consentimento do autor ou titular;

XVIII - termo técnico usado na indústria, na ciência e na Arte, que tenha relação com o produto ou serviço a distinguir;

XIX - reprodução ou imitação, no todo ou em parte, ainda que com acréscimo, de marca alheia registrada, para distinguir ou certificar produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim, suscetível de causar confusão ou associação com marca alheia;

XX - dualidade de marcas de um só titular para o mesmo produto ou serviço, salvo quando, no caso de marcas de mesma natureza, se revestirem de suficiente forma distintiva;

XXI - a forma necessária, comum ou vulgar do produto ou de acondicionamento, ou, ainda, aquela que não possa ser dissociada de efeito técnico;

XXII - objeto que estiver protegido por registro de desenho industrial de terceiro; e

XXIII - sinal que imite ou reproduza, no todo ou em parte, marca que o requerente evidentemente não poderia desconhecer em razão de sua atividade, cujo titular seja sediado ou domiciliado em território nacional ou em país com o qual o Brasil mantenha acordo ou que assegure reciprocidade de tratamento, se a marca se destinar a distinguir produto ou serviço idêntico, semelhante ou afim, suscetível de causar confusão ou associação com aquela marca alheia.



NÃO PODE SER PATENTEADO:

LEI N. 9.279 DE 14 DE MAIO DE 1996 - Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial.

Art. 10 - Não se considera invenção nem modelo de utilidade:

I - descobertas, teorias científicas e métodos matemáticos;
II - concepções puramente abstratas;
III - esquemas, planos, princípios ou métodos comerciais, contábeis, financeiros, educativos, publicitários, de sorteio e de fiscalização;
IV - as obras literárias, arquitetônicas, Artísticas e científicas ou qualquer criação estética;
V - programas de computador em si;
VI - apresentação de informações;
VII - regras de jogo;
VIII - técnicas e métodos operatórios, bem como métodos terapêuticos ou de diagnóstico, para aplicação no corpo humano ou animal; e
IX - o todo ou parte de seres vivos naturais e materiais biológicos encontrados na natureza, ou ainda que dela isolados, inclusive o genoma ou germoplasma de qualquer ser vivo natural e os processos biológicos naturais.


NÃO PODE SER REGISTRADO COMO DIREITO AUTORAL:


LEI N.º 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998

Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.

Dentre os vários tipos de obras elencadas pelo legislador temos:
As idéias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou conceitos matemáticos como tais; os esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos ou negócios; os formulários em branco para serem preenchidos por qualquer tipo de informação, científica ou não, e suas instruções; os textos de tratados ou convenções, leis, decretos, regulamentos, decisões judiciais e demais atos oficiais; as informações de uso comum tais como calendários, agendas, cadastros ou legendas; os nomes e títulos isolados; o aproveitamento industrial ou comercial das idéias contidas nas obras.

As idéias são protegidas pelo Direito Autoral?
Não. É fundamental precisar que o Direito Autoral não protege as idéias de forma isolada, mas sim e tão-somente a forma de expressão da obra intelectual; isto que dizer: a forma de um trabalho literário ou científico é o texto escrito; da obra oral, a palavra; da obra musical, o som; e da obra de arte figurativa, o desenho, a cor e o volume, etc.

Assim, se duas obras, sob formas de expressão diversas, contêm a mesma idéia, segue-se que nenhuma poderá ser havida como plágio da outra.

Tão-somente porque a forma de expressão é diversa?
Não. Mas porque a idéia é comum, pertencendo a todos, não pertence exclusivamente aos autores das obras em conflito. Com efeito, as idéias pertencem ao patrimônio comum da humanidade. Já se pensou em que insuportável Idade Média estaríamos mergulhados, se ao homem fosse dado ter o monopólio das idéias? A livre circulação das idéias é, portanto, um imperativo do progresso da humanidade, o que não precisa ser demonstrado.

REGISTRO DE IDÉIA - JURISPRUDÊNCIA - Uso de idéia alheia não configura violação de direito autoral


A 3ª Turma do STJ, por unanimidade, manteve decisão que não acolheu o pedido de reparação proposto pela empresa Mostaert – Publicidade e Promoções Ltda. Contra o Banco Bradesco S/A, por Indevida utilização de obra intelectual.

Segundo a empresa, o Bradesco apropriou-se de sua idéia – um projeto de captação compulsória por um prazo de 12 meses, mediante compras efetuadas pelo cartão ‘Poupe Card’ –, ao implantar o sistema de captação de poupança 12 anos, após a apresentação de seu projeto, sem nada lhe pagar.

Em primeira instância, o pedido não foi acolhido. A empresa apelou, e o TJ do Rio de Janeiro manteve a sentença, entendendo que, “embora sejam criações do espírito, as idéias não ensejam direitos de propriedade ou de exclusividade. Em conseqüência, o fato de alguém utilizar idéia desenvolvida por outrem, por si só, não constituindo violação das regras de direito autoral, não configura ato ilícito, que dá origem ao direito de indenização”, decidiu.

No STJ, a empresa sustentou violação dos artigos 122 combinado com o 130 da Lei nº 5.988/1973 (Estatuto dos Direitos Autorais); 7º, inciso I, da Lei nº 9.610/1998 e 186 do Código Civil. Afirmou, ainda, que houve equívoco ao considerar a sua idéia como ‘vulgar’, quando, na verdade, cuida-se de ‘idéia exteriorizada’, portanto protegida pelo direito autoral.

Ao decidir, o relator, ministro Castro Filho, destacou que o tribunal estadual entendeu não haver nos autos qualquer prova de que a idéia do autor se exteriorizou, portanto não está protegida pela legislação autoral. Rever esse posicionamento, disse o ministro, é inviável no âmbito do recurso especial, razão pela qual deve-se aplicar o enunciado da Súmula 7 do STJ. (Resp nº 661022 - com informações do STJ).

fonte: http://www.e-marcas.com.br/